O Espírito Santo
“Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”(Jo 16:8).
Das três pessoas que compõem a Santíssima Trindade, o Espírito Santo é a mais misteriosa. Isto talvez possa ser explicado no fato de o Espírito Santo, em seu ministério, não revelar a si mesmo, mas a verdade, a Jesus e o poder de Deus (Jo 16:13,14). Ainda que se note mais evidente a sua atuação no Novo Testamento, ele está presente desde quando tudo começou (Gn 1:2;Gn 2:7). Seus nomes, os símbolos que o descrevem e suas obras, ressaltam sua personalidade que passamos agora a estudar.
Os Símbolos do Espírito Santo
As Escrituras revelam o Espírito Santo como uma pessoa: ele possui intelecto, sensibilidade e vontade (Jo 14:26;Ef 4:30;At 16:6); e também como Deus, nivelando-o com o Pai e o Filho, num contexto em que fica clara a sua igualdade (Mt 28:19; Lc 1:35).
Os símbolos mais usados para descrevê-lo são:
1- O VENTO – Significa, em termos gerais, “o princípio animador da vida” e indica sua ação invisível, mas soberana (Jo 3:8)
2- O FOGO – Este símbolo ilustra a sua santidade. Ele é como fogo que jamais se apaga (Hb. 12:29), que ilumina, purifica e aquece (Zc 13:9)
3- A ÁGUA – É um elemento essencial à vida. Sacia a sede, limpa e refresca (a alma) (Jo 7:38,39)
4- O ÓLEO – Fala de utilidade, beleza e renovação (Hb 1:9)
Os Nomes do Espírito Santo
Vamos destacar apenas dois nomes que são atribuídos ao Espírito Santo, e que falam de sua natureza e caráter. São eles:
1- CONSOLADOR – Do grego Parakletos, que significa “aquele que anda ao lado”, como um eterno companheiro (Jo 14:16-26). A palavra Consolador, a princípio, sugere passividade. Como alguém que aparece apenas em momentos maus para prestar socorro e trazer alento ao coração. Porém, o sentido é maior que este. O Espírito Santo é um companheiro inseparável, que sempre encoraja e exorta. Talvez a tradução mais correta seja advogado, que é alguém que luta pela justiça em defesa de outrem.
2- ESPÍRITO DA VERDADE – A verdade é um atributo de Deus. Sua palavra será sempre válida. Neste sentido, o Espírito Santo faz oposição a Satanás que é o pai da mentira, guiando o servo de Jesus no caminho que deve andar. O Espírito Santo é alguém em que se pode confiar cegamente, e depositar-se em suas mãos; alguém a quem se pode consultar como a uma fonte inesgotável de saber. O Espírito Santo é o único que pode mostrar o caminho ao pecador, o único que pode orientar e ensinar com autoridade.
A Obra do Espírito Santo
A obra do Espírito Santo se evidencia tanto no Antigo Testamento, como no Novo Testamento sob diversos aspectos. Vamos citar aqui apenas três:
1- NA CRIAÇÃO – A compreensão da presença da Santíssima Trindade na criação do mundo é de vital importância para o cristianismo. Em Gn 1:1, a palavra DEUS, no original hebraico, está no plural Elohim (deuses). Embora não possamos identificar nesta passagem cada pessoa, membro da Trindade, podemos contemplar este fato transportando o conhecimento que a Bíblia nos fornece. O PAI é o planejador cuja vontade foi manifestada (Ap 4:11) pela palavra, que é o FILHO (Jo 1:1), sendo o ESPÍRITO SANTO o executor (Jó 33:4; Sl 33:6).
2- NA VIDA DOS SERVOS DE DEUS – Deus falou através de profetas, pelo Espírito Santo, anunciando a vinda do Messias e operando maravilhas (I Rs 17:1; Is 9:6,7; Is 63:11); inspirou reis, guerreiros e artistas (Ex 31:1-6; Dt 34:9; Jz 13:5; I Sm 16:13). No Novo Testamento, o Espírito Santo revela a vontade de Deus (I Co 2:10); ensina e dá compreensão da verdade (Jo 16:13); auxilia nas orações e comunhão com o Pai (Rm 8:26), sendo ele próprio, o fogo que queima o incenso (Ap 8:3,4); capacita para a obra de Deus, concedendo subsídios imprescindíveis como santificação (Rm. 8:13,14), crescimento espiritual (Cl 1:10), poder (At 8:5-7; II Co 4:6,7; I Co. 12:7-11) e ministérios (Ef 4:11,12). A diferença básica entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento, é que neste o Espírito Santo opera em todos os membros da Igreja promovendo a unidade, e não em uns poucos escolhidos.
3- NA VIDA DO PECADOR COMUM – O Espírito Santo é o agente que promove o contato entre o homem e o Deus criador, através do redentor Jesus Cristo (Jo 6:44). No Antigo Testamento a base desse contato era a Lei e os Profetas; no Novo Testamento, a pessoa de Jesus Cristo (Rm 3:21-24). Caso aceite o convite da graça, o pecador é convencido de seu pecado e conduzido ao arrependimento (Ap 3:20). Através do Espírito Santo o mundo é convencido do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8).
* O ESPÍRITO SANTO CONVENCERÁ O MUNDO DO PECADO, DA JUSTIÇA E DO JUÍZO (Jo 16.8)
Convicção do pecado - Esta é uma obra exclusiva do Espírito Santo. O homem natural se julga conhecedor de seus caminhos e os considera retos Pv 14:12; Pv 16:12. Ai daquele que resiste á voz e ao apelo do Espírito Santo e endurece seu coração, pois chegará o dia em que Ele não mais falará Hb 3:7-9.
Convicção da Justiça - À medida que o Espírito Santo age no pecador este vai cedendo e aos poucos vai deixando de se defender por sua própria justiça.
Convicção do Juízo - O Espírito Santo nos avisa de que o fim está próximo e que quando Jesus voltar haverá um julgamento para os que forem maus.
4 - NA VIDA DA IGREJA
- Representa Cristo Jo 14:16,26
- Guia os cristãos em adoração Ef 2:18
- Inspira as orações Rm 8:26-27
- Unge a palavra da pregação I Ts 1:5
- Dirige as atividades da igreja At 13:02; At 16:6,7.
- Constitui ministérios At 20:28
- Distribui dons aos membros I Co 12:14
- Guia os cristãos na verdade Jo 16:13
- Santifica a igreja I Co 3:17
O pecado contra o Espírito Santo
(Mt 12:32 e Mc 3:29), nos dão conta da existência de um pecado imperdoável “a blasfêmia contra o Espírito Santo”.
Blasfemar é praticar um ato afrontoso mediante o qual a honra de Deus é insultada.
Os fariseus rejeitaram deliberadamente e persistentemente ao apelo do Espírito Santo à chamada para a salvação em Cristo. Eles não quiseram admitir, apesar dos inúmeros sinais demonstrados por Jesus Cristo, mesmo sendo ele de fato o Filho de Deus. Suas atitudes não-responsivas os conduziram a um estado de insensibilidade tamanha que eles começaram a confundir as questões mais simples da religião, trocando o bem pelo mal. Não é possível o arrependimento em vista dessa atitude mental. O coração endurecido contra a fonte de arrependimento, de nenhum modo alcançará o perdão.
Uma nota pastoral escrita por Herbet diz o seguinte: “As pessoas que estão em angústia de alma temendo terem cometido o pecado contra o Espírito Santo, na maioria dos casos deveriam ser informada que essa angústia é prova de que não cometeram tal pecado”.
Conclusão
O Espírito Santo é Deus presente neste século, apontando o caminho ao pecador, orientando a Igreja, manifestando o poder do criador, a graça redentora e a vontade misericordiosa de Deus.
INV Olaria.


















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